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A 100ª Tour des Flandres trouxe-nos um enormíssimo espectáculo. A adesão do público belga foi, como sempre, maciça, e não fossem as quedas, a prova teria sido perfeita. Entre os lesados ficaram Arnaud Dèmare (FDJ), Tiesj Benoot (Lotto Soudal), Greg van Avermaet (BMC Racing Team) e ainda Nelson Oliveira (Movistar Team), entre outros.

O ambiente na Flandres é sempre épico.

Desde cedo que a Etixx Quick-Step impôs um ritmo elevado, a cargo de Tony Martin. O alemão abriria para o lado a sensivelmente 50km do final, altura do verdadeiro início do espectáculo. A Trek Segafredo mexeu com as hostilidades no Kopenberg e partiu o pelotão por completo. Stijn Devolver e Jasper Stuyen protegeram de uma forma brilhante o seu líder, Fabian Cancellara.

Jasper Stuyen abriu as hostilidades.

Peter Sagan (Tinkoff) aproveitou nova dificuldade e o que restava do pelotão meio desorganizado e avançou, juntamente com Sep Vanmarcke (LottoNL – Jumbo). Juntos apanharam os ainda fugitivos Imanol Erviti (Movistar Team) e Dimitri Clayes (Wanty Group Gobert). O actual Campeão do Mundo não se ficou por aqui e no Paterberg seguiu isolado, rumo à vitória.

Peter Sagan atacou de forma mortífera.

Fabian Cancellara arrasou a concorrência no mesmo Paterberg mas não foi suficiente para apanhar Sagan. Spartacus seguiu até final com Vanmarcke. No final, o holandês deixou o suíço receber a merecida ovação, na sua última participação na prova.

Spartacus foi recebido na meta como se do vencedor se tratasse.

Peter Sagan ganhou, com Fabian Cancellara e Sep Vanmarcke a fecharem pódio, respectivamente. Destaque parea Luke Rowe (Team Sky) e os fugitivos do dia (Erviti e Clayes) que fecharam ainda no top 10. Por sua vez, Tom Boonen (Etixx Quick – Step) mostrou-se por vezes durante a prova, mas fechou fora do top-10. A Etixx é novamente a grande derrotada do dia.

Top-10 final.
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Aprendeu a ver, comentar e redigir ciclismo junto do seu amigo Paulo Martins. Sempre à procura de mais e melhor, Diogo Santos é o director do Ciclismo 24 por 24 desde Fevereiro de 2015. Para ele, não existem inimigos nem rivais na modalidade, pois o ciclismo permite diversas perspectivas e oferta. Diogo Santos é uma das vozes mais activas contra o "Acordo" Ortográfico.

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