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176 ciclistas distribuídos por 22 equipas. 21 etapas, 7 chegadas ao sprint, 8 etapas de alta montanha, 7 das quais com chegada em alto.

Pela primeira vez, uma Grande Volta partiu fora de território europeu. Israel foi o palco dessa proeza. À partida de Jerusalém, José Gonçalves (Team Katusha – Alpecin). O português fechou o contra-relógio inaugural de 9,7 quilómetros em 4º, a apenas 12 segundos do vencedor, Tom Dumoulin (Team SunWeb). Na chegada a Tel Aviv, Elia Viviani (Quick – Step Floors) foi o mais forte e Rohan Dennis (BMC Racing Team) roubou a liderança ao vencedor da edição transacta. No último dia em solo israelita, Viviani voltou a repetir o triunfo.

Viviani começou o Giro imbatível.

Na primeira etapa em solo italiano, Tim Wellens (Lotto – Soudal) foi o mais forte e no dia seguinte, foi a vez de Enrico Battaglin (Team LottoNL – Jumbo) a erguer os braços, com José Gonçalves a finalizar em 3º. Miguel Ángel López (Astana) perdeu 40 segundos neste dia. A 6ª etapa foi o primeiro grande embate entre favoritos, com a escalada ao Monte Etna. Simon Yates (Mitchelton – Scott) atacou a 1,5 quilómetros para o fim, fazendo a ponte para Esteban Chaves (Mitcheltin – Scott) que estava na frente da corrida, fruto da sua integração na fuga do dia. Chaves venceu e Simon fez a dobradinha, ascendendo à liderança da prova.

Dobradinha para a Mitchelton – Scott.

Na 3ª chegada ao sprint da edição, Sam Bennet (Bora – Hansgrohe) bateu Elia Viviani. Em nova chegada em alto, Richard Carapaz (Movistar) tornou-se o primeiro equatoriano a vencer numa Grande Voltas depois de atacar a 1,3 quilómetros do fim, não mais sendo alcançado. Na geral, Yates mantinha a liderança, com as diferenças entre favoritos a manterem-se praticamente iguais. Ao 9º dia, foi a vez de Simon Yates vencer, vestido de maglia rosa, com Chris Froome (Team Sky) a perder alguns segundos para o grupo restrito que discutiu a etapa. Na jornada mais longa da 101ª edição, com a extensão de 244 quilómetros, o pelotão não permitiu fugas. Matej Mohorič  (Team Bahrain – Merida) aproveitou esse facto e atacou a 38,2 quilómetros do fim, levando consigo Nico Denz (AG2R La Mondiale). Num sprint a dois, o homem da Bahrain foi o mais forte.

Matej Mohorič venceu após o 2º dia de descanso.

A 11ª jornada ficou marcada pela perda de 40 segundos de Froome para o vencedor da jornada, de novo Simon Yates. O dia seguinte contemplou nova chegada ao sprint, com Sam Bennet a levantar os braços no circuito de Imola. No dia seguinte, Elia Viviani desforrou-se do irlandês, batendo-o categoricamente. A etapa 14 prometia espectáculo. Com chegada ao Monte Zoncolan, 100 mil pessoas estavam dispersas por esta última dificuldade do dia. 5 quilómetros a uma média de 15%, com rampas a ascenderem aos 22%. Chris Froome impôs o ritmo no grupo dos favoritos e deixou toda a gente em sentido. Atacou a 4 quilómetros do fim e nem Simon Yates o conseguiu alcançar. No dia seguinte, Chris Froome pagou o esforço do dia anterior, perdendo 1:42 minutos para Simon Yates que venceu de forma isolada.

Primeira vitória de Froome na prova italiana.

A etapa 16 marcava o segundo embate em esforço individual. Rohan Dennis venceu e voltou ao top-10, enquanto Froome recuperou tempo para todos os seus concorrentes. Ainda assim, o britânico encontrava-se a 3:50 minutos da liderança detida por Simon Yates. Na chegada a Iseo, Viviani venceu pela 4ª vez e José Gonçalves terminou em 10º. A 3ª fuga vingou ao 18º dia, quando Maximilian Schachmann (Quick – Step Floors) deixou para trás nomes como Rúben Plaza (Israel Cycling Academy) e Mattia Cataneo (Androni). O pelotão chegou a praticamente 11 minutos, com Miguel Ángel López à cabeça. Chris Froome atacou nos metros finais, com resposta de Tom Dumoulin e Domenico Pozzovivo (Team Bahrain – Merida). Foram os primeiros segundos perdidos na estrada por Simon Yates na edição. A 20ª etapa teria 185 quilómetros de extensão e passagem pelo Colle delle Finestre, ponto mais alto da edição (2178 metros de altitude). Desde o quilómetro 0 que a Sky impôs um ritmo alucinante no pelotão a e a 80 quilómetros do fim, Chris Froome atacou num contra-relógio autêntico. Fez o impensável: conquistou mais de 3 minutos na estrada e assim vestiu no final do dia a Maglia Rosa pela 1ª vez na carreira. Simon Yates, chegou a 39 minutos do compatriota.

Vitória monumental de Chris Froome.

Na penúltima jornada, Thibaut Pinot (FDJ), 3º à geral, abandonou devido a um princípio de pneumonia. Mikel Nieve (Mitchelton – Scott) venceu em dia de aniversário. Tom Dumoulin tentou demolir Froome mas foi sempre anulado pelo líder da Sky. Na chegada a Milão, Sam Bennet bateu Elia Viviani ao sprint , mas foi insuficiente para conquistar a camisola da regularidade ao italiano. Miguel Ángel López terminou em 3º e com a camisola da juventude na sua pose, Tom Dumoulin voltou a subir ao pódio mas desta feita o lugar mais alto pertenceu a Chris Froome. Com o Grand Slam completo, o britânico conquistou ainda a camisola da montanha, levando a sua equipa o prémio de melhor colectivamente.

Top-15 final.

José Gonçalves terminou num honroso 14º lugar, premiando a sua enorme regularidade ao longo das 3 semanas. No Jogo das Apostas do Eurosport, Paulo Martins venceu e Olivier Bonamici voltou ao seu 3º lugar, após vencer na Vuelta transacta.

Resultados do Jogo das Apostas.

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