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A 105ª edição da Scheldeprijs ficou marcada por ser a última corrida de Tom Boonen (Quick Step – Floors) em terras belgas, antes da sua retirada no Paris-Roubaix. O vencedor de 2004 e 2006 foi o centro das atenções, tendo a corrida começado na sua terra natal e tendo sido o seu avô a dar a partida.

De Campeão para Campeão: Tom Boonen e Peter Sagan.

Não foi preciso esperar muito tempo para que a fuga se formasse, com Pim Ligthart (Roompot), Marco Mathis (Katusha – Alpecin), Christophe Premont (Verandas Willems – Crelan), Stijn Steels (Sport Vlaanderen-Baloise), Frederik Veuchelen (Wanty-Groupe Gobert), Julien Stassen (WB Veranclassic Aqua Protect) e Eugert Zhupa (Wilier-Triestina) a lançarem-se na frente da corrida. Os fugitivos chegaram a ter 5 minutos de vantagem, mas a Quick Step controlou sempre a margem.

A fuga do dia.

A cerca de 80km do fim, a vantagem já estava perto dos dois minutos, mas por essa altura a perseguição acalmou um pouco e os homens da frente conseguiram voltar a ter 3 minutos de diferença. Equipas como a Cofidis, a Lotto-Soudal, a Lotto-NL Jumbo e a Sky começavam a juntar-se à Quick Step na frente do pelotão.

A 40km para a meta, a diferença caiu para baixo do minuto e foi a partir daí que começaram os ataques na frente da corrida, com Ligthart a tomar a iniciativa. De seguida foi Zhupa a tentar a sorte, e conseguiu partir o motor a toda a gente à excepção de Ligthart. Os dois estavam a trabalhar bem, mas a vantagem para o pelotão, à passagem da bandeira dos 20km para o fim, era mínima e acabaram por ser anulados.

A 7km o fim foi a vez de Tom Boonen vir para a frente da corrida, liderando o comboio da QuickStep, colocando um ritmo forte, com o intuito de levar Marcel Kittel (Quick Step – Floors) à vitória. Uma queda a 4km da meta deixou para trás muita gente, incluindo André Greipel (Lotto Soudal) e Peter Sagan (Bora-Hansgrohe). Quem sobreviveu à confusão foi a Sky que liderou muito bem o seu sprinter, Elia Viviani, até à recta da meta, mas Kittel estava na sua roda e conseguiu a vitória de forma convincente, a sua quinta nesta corrida. Em segundo ficou Viviani, e Nacer Bouhanni (Cofidis) fechou o pódio.

5ª vitória na prova belga para Marcel Kittel.

Mais do que a 43ª posição, mais do que a prova em si, a despedida de uma lenda perante o seu povo. O vencedor do dia foi também Tom Boonen.

O (outro) vencedor do dia.
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Aprendeu a ver, comentar e redigir ciclismo junto do seu amigo Paulo Martins. Sempre à procura de mais e melhor, Diogo Santos é o director do Ciclismo 24 por 24 desde Fevereiro de 2015. Para ele, não existem inimigos nem rivais na modalidade, pois o ciclismo permite diversas perspectivas e oferta. Diogo Santos é uma das vozes mais activas contra o "Acordo" Ortográfico.

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