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A 111º edição do Paris – Tours começou muito nervosa, com várias tentativas de fuga, mas sem sucesso. Com meia hora de corrida, cinco homens conseguiram fugir ao pelotão e formar a fuga do dia. Foram eles Romain Combaud (Delko Marseille Provence KTM), Michael Goolaerts (Verandas Willems Crelan), Lawrence Naesen (WB Veranclassic Aqua Protect), Stephan Poulhies (Armee de Terre) e Brian van Goethem (Roompot – Nederlandse Loterij).

A fuga do dia.

A fuga esteve sempre controlada (nomeadamente pela Quick – Step e pela Lotto – Soudal), sempre não ultrapassando os 5 minutos de vantagem. A 45km do fim e com a Katusha e a LottoNL-Jumbo a juntarem-se às mencionadas, o destino da fuga ficou traçado. Com as dificuldades a aparecerem no percurso, a fuga foi-se fraccionando, restando apenas dois homens, Lawrence Naesen e Brian van Goethem.

A chuva também fez parte do percurso e fez a sua primeira vítima de relevo a cerca de 17km do fim, com Fernando Gaviria (Quick – Step) a hipotecar as suas hipóteses de vencer.

Nos últimos 10 km e já com a fuga absorvida, foi a vez dos homens forte começarem a mexer-se, com destaque para Trentin que não queria levar André Greipel (Lotto – Soudal) para o risco de meta. Na última dificuldade do dia, Matteo Trentin (Quick – Step) voltou a atacar e apenas Soren Kragh Andersen (Team Sunweb) o conseguiu acompanhar. Também por essa altura Niki Terpstra saiu do pelotão e conseguiu fazer a ponte para o grupo da frente, no qual foi uma grande ajuda para Trentin.

Terpstra foi uma preciosa ajuda a Trentin.

O favoritismo estava todo do lado do italiano, que quando arrancou não deu qualquer hipótese ao dinamarquês da Sunweb, conseguindo a sua 7ª vitória na temporada, todas obtidas depois de Agosto. Esta foi a sua despedida da equipa que viu Terpstra a completar o pódio da 11ª edição da “clássica dos sprinters”.

Despedida em grande de Trentin da Quick – Step.
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Aprendeu a ver, comentar e redigir ciclismo junto do seu amigo Paulo Martins. Sempre à procura de mais e melhor, Diogo Santos é o director do Ciclismo 24 por 24 desde Fevereiro de 2015. Para ele, não existem inimigos nem rivais na modalidade, pois o ciclismo permite diversas perspectivas e oferta.

Diogo Santos é uma das vozes mais activas contra o “Acordo” Ortográfico.

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