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A clássica mais antiga do mundo partiu para a sua 122ª edição com quatro ciclistas a lançarem-se na frente. Os fugitivos do dia foram Patrick Lauk (Astana), Simone Andreetta (Bardiani – CSF), Guillaume Bonnafond (Cofidis) e Grégory Rast (Trek – Segafredo). Com a calma a reinar no pelotão, o grupo da frente conseguiu chegar rapidamente aos 5 minutos de vantagem.

A fuga do dia.

Com 100km para a meta, a mentalidade do pelotão mudou e equipas como a FDJ, a Cannondale – Drapac e a Movistar aumentaram o ritmo no pelotão. A vantagem dos fugitivos a 50km do fim era de apenas 2 minutos e meio. À entrada da 1ª dificuldade do dia, os fugitivos foram todos anulados. O primeiro ciclista a sair do pelotão foi Darwin Atapuma (UAE – Emirates), seguido de Diego Rosa (Team Sky), Pello Bilbao (Astana), Rein Taaramae (Team Katusha – Alpecin), Pierre Latour (AG2R), David Gaudu (FDJ) e Julian Alaphilippe (Quick Step-Floors). O francês da Quick – Step passou directo pelos restantes fugitivos e isolou-se na frente. No entanto, o francês acabou por abdicar desta tentativa.

Momento em que Julian abdica da tentativa.

A Astana assumiu as despesas do pelotão à entrada da última subida do dia. Fabio Aru fez jus ao trabalho da equipa, sendo seguido por Egan Bernal (Androni), Mickael Cherel (AG2R), David Gaudu e Rigoberto Uran (Cannondale Drapac). Cherel atacou no grupeto que se formou, mas foi Uran a demonstrar a sua qualidade e com duas acelerações sacudiu toda a gente da sua roda e seguiu sozinho.

Fabio Aru tentou fazer as diferenças rumo à vitória.

Simon Yates (Orica-Scott) saiu do pelotão, chegou aos perseguidores do colombiano e ainda os conseguiu deixar para trás. Foi uma recuperação fantástica que apenas lhe deu para o 2º lugar, pois mais ninguém viu Rigoberto Uran, que chegou isolado à meta e conseguiu a sua primeira vitória desde o Tour. Fabio Aru chegou 20 segundos depois do vencedor e completou o pódio. José Gonçalves (Katusha – Alpecin) finalizou a prova em 46º.

Uma enorme vitória do colombiano.
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Aprendeu a ver, comentar e redigir ciclismo junto do seu amigo Paulo Martins. Sempre à procura de mais e melhor, Diogo Santos é o director do Ciclismo 24 por 24 desde Fevereiro de 2015. Para ele, não existem inimigos nem rivais na modalidade, pois o ciclismo permite diversas perspectivas e oferta.

Diogo Santos é uma das vozes mais activas contra o “Acordo” Ortográfico.

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