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Sete etapas, sete vencedores diferentes. Não faltou espectáculo à corrida argentina onde se viu de tudo, desde sprints, fugas a vingar, luta na montanha e jovens talentos a mostrarem-se ao grande público.

Foram três as etapas decididas pelos homens mais rápido presentes no pelotão de San Juan, com Fernando Gaviria (Quick-Step Floors) a vencer a primeira etapa, Maximiliano Richeze (Quick-Step Floors) a vencer a quarta tirada e Giacomo Nizzolo (Trek – Segafredo) a sair vitorioso da última etapa.

Gaviria não deu hipótese aos concorrentes na primeira disputa, mas uma queda na 4ª etapa levou ao seu abandono. Quem aproveitou foi o seu companheiro de equipa, Richeze, que não vencia há um ano. Na última etapa, Nizzolo “matou o borrego” e levou uma vitória da Argentina.

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Última vitória do argentino tinha sido na Vuelta a San Juan 2017.

Nas etapas com um perfil mais difícil, foram os sul-americanos a dominar. No perfil da segunda etapa destacava-se uma colina a cerca de 3km da meta que punha em causa um eventual disputa ao sprint. E foi isso que aconteceu, com um ataque de Tiesj Benoot (Lotto Soudal), Ricardo Escuela (Agrupacion Virgen De Fatima) e de Roman Villalobos (Canels Specialized), costa-riquenho ex-LA Alumínios que acabou por vencer.

Na etapa rainha, o grande protagonista foi o Gonzalo Najar (Sindicato Empleados Públicos of San Juan) que deu um verdadeiro espectáculo e festejou à frente dos seus compatriotas. O campeão argentino lançou-se para a frente da corrida juntamente com um companheiro ainda cedo na subida, mas teve a capacidade de aguentar e dar um brilharete subida acima, chegando com 1:58’ de vantagem para o segundo classificado, Oscar Sevilla (Medellin – Inder).

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Najar ganhou no mesmo local onde Rui Costa festejou o ano passado.

Os destaques individuais, para além dos mencionados, vão para Ryan Mullen (Trek – Segafredo) e Jelle Wallays (Lotto Soudal).  O irlandês estreou-se a vencer pela sua nova equipa naquela que é a sua grande especialidade, o contra-relógio, pulverizando toda a concorrência na etapa 3. O belga foi o herói da 6ª etapa, conseguindo uma vitória depois de estar a tirada completa na frente da corrida.

O único português em prova foi Joaquim Silva (Caja Rural), que terminou no 43º lugar, a 12:34’ do vencedor da prova.

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