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No dia 11 de Março, foi para a estrada a 4ª edição do Granfondo da Arrábida.

Se favoritos houvesse, seriam o pódio da edição anterior: Tiago Silva (Viveiros – Vítor Lourenço), Nuno Manso (Viveiros – Vítor Lourenço) e Paulo Martins (Kaffa Cycling). Em conversa à partida da prova, Nuno Manso ambicionava vencer e Paulo Martins ambicionava um lugar entre os 10 primeiros, fruto de uma “preparação mais atrasada”.

Na véspera tinha existido um cenário terrível sob a Arrábida, com muita chuva e vento. À hora do tiro de partida, apenas alguns pingos de chuva e algum vento se faziam sentir, típico da região e da época.

Foto à partida da prova.

Espera-se uma prova muito competitiva entre os seus participantes. De notar que dos 900 participantes, 635 terminaram a prova. Os primeiros quilómetros foram muito tensos, com a luta pelas melhores posições. Com o decorrer da prova, e passadas as primeiras dificuldades o pelotão foi ficando mais seleccionado, até ficar resumido a um grupo de 3 elementos que discutiram a corrida. Antes da formação deste grupo, Paulo Martins havia desistido, fruto de um furo na roda de trás. De todas as edições, “esta foi a mais dura e daí a mais saborosa”, afirmou Nuno Manso à chegada, que realçou logo de seguida “temos aqui na Península de Setúbal óptimas condições para a prática da modalidade com paisagens únicas no país”.

O início de corrida foi tenso, com a luta pelo melhor posicionamento.

Nuno Inácio (Jorbi Bike) haveria por se destacar e vencer com 1 minuto de avanço sob Nuno Manso. João Letra (Asfic – Grupo Parapedra / Dinazoo) completou o pódio. Na vertente feminina, Ana Santos (Individual) venceu com Kim Mangrobang (Rio Maior Triathlon Club) e Cristina Luís (Bike Run Team – Go Bike) a completarem o pódio, respectivamente. “Um misto de sensações”, começou por dizer Nuno Manso. “Nunca escondi que queria ganhar e daí uma pontinha de desilusão, mas ao mesmo tempo, ser 2º entre quase 1.000 participantes é satisfatório”, afirmou. Sobre o momento-chave da corrida, Nuno revelou que “sabia exactamente onde tentar fazer a diferença, onde recuperar, onde atacar e sabia onde era o meu ponto fraco. E foi exactamente onde temia que acontecesse que aconteceu, numa descida muito perigosa onde sabia que não ia arriscar a minha segurança, que o Nuno Inácio arriscou e foi embora, e na minha opinião foi aí que perdi a corrida”, acrescentou. Relativamente à distância média, Luís Martins (Ce Gonçalves / Azeitonense) bateu ao sprint Nuno Fitas (UCA) e Lucas Mendonça (Viveiros – Vítor Lourenço), respectivamente. Na vertente feminina, Inês Amaro (Individual) venceu, com Ana Neves (Bike & Nutrition Shop) e Nathalie Duellmann (Adect / Garrafeira Soares) a completarem o pódio, respectivamente.

O pelotão foi ficando seleccionado ao longo do percurso.

Questionado sobre a organização da prova, Nuno Manso não tinha dúvidas, “só tenho a dar os parabéns, pois houve sempre por parte da organização uma grande preocupação com os atletas de modo a evitar acidentes e quedas. Olhando para trás, a decisão de avançar até foi acertada porque as condições acabaram por ser diferentes do esperado”, afirmou.

Se não participaste nesta edição, deverás procurá-lo fazer na próxima, palavras de Nuno Manso que expande o seu pensamento dizendo que “a Arrábida tem paisagens lindas, percursos desafiantes e este tipo de eventos só dão força à região e ao ciclismo”, finalizou.

Uma das diversas paisagens magníficas ao longo do percurso.

Parabéns à organização, a todos os participantes e vencedores!

Até 2019!

  • Fotos de Carlos Costa / Granfondo da Arrábida
  • O Ciclismo 24 por 24 agradece a participação especial de Nuno Manso.
  • Nuno Manso agradece a amigos e familiares que o acompanharam ao longo da prova.

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