O 61º Tirreno Adriatico iniciou-se com um contra-relógio individual de 11,5 quilómetros. Filippo Ganna (Ineos Grenadiers) literalmente “voou” para a vitória, rolando a uma média perto dos 57 quilómetros por hora, deixando o seu mais directo adversário a quase meio minuto. Considerando a curta distância deste esforço individual, estamos perante um resultado impressionante.
Impressionante foi igualmente a equipa britânica ocupar todos os lugares do pódio, com Thymen Arensman e Magnus Sheffield, respectivamente.

A segunda jornada ligou Camaiore a San Gimignano numa extensão total de 206 quilómetros. Após a fuga ser anulada ainda longe do final, as decisões ficaram para o sector de sterrato colocado nos quilómetros finais. Aí, Mathieu van der Poel (Alpecin – Premier Tech) bateu Isaac del Toro (UAE Team Emirates) e Giulio Pellizzari (Red Bull – Bora – Hansgrohe), respectivamente. O jovem ciclista mexicano da UAE Team Emirates subiu à liderança da classificação geral.

A terceira etapa proporcionou, apesar do seu perfil irregular, uma chegada compacta ao sprint. Mas o vencedor acabou por ser improvável. Tobias Lund Andresen (Decathlon CMA CGM Team) foi o mais forte, batendo Arnaud de Lie (Lotto – Intermarché) e Jasper Philipsen (Alpecin – Premier Tech), respectivamente, com nome como Paul Magnier (Soudal Quick – Step) ou Jonathan Milan (Lidl – Trek) a não terem hipótese diante o jovem dinamarquês.

O quarto dia teve muita montanha mas um desfecho similar aos dos dias anteriores. A chegada acabou por ser disputada em sprint, desta feita em pelotão reduzido, com Mathieu van der Poel a bater facilmente a concorrência. Pellizzari fechou atrás do neerlandês, tornando-se no novo líder da prova – sendo o mais jovem a sê-lo após o histórico italiano Filippo Pozzato no distante ano de 2003.

A quinta etapa foi marcada não só por uma reviravolta na classificação geral, mas também por um muito aguardado regresso aos grandes triunfos. Michael Valgren (EF) esteve na fuga do dia, isolando-se com Julian Alaphilippe (Tudor). No entanto, o francês não teve forças para enfrentar a subida final. Coube ao dinamarquês segurar a pouca vantagem que ainda lhe restava para vencer pela primeira vez em quase 10 anos no World Tour. Isaac del Toro chegou logo de seguida, assumindo de novo a liderança da classificação geral.

A penúltima etapa proporcionou mais uma grande batalha entre os favoritos. A correr literalmente em casa, Giulio Pellizzari tentou a sua sorte à entrada da dificuldade final mas Matteo Jorgenson (Team Visma | Lease a Bike) deitou por terra o sonho do jovem italiano. Seguindo na roda do corredor da Team Visma | Lease a Bike, Isaac del Toro atacou logo depois, vencendo categoricamente a jornada, reforçando a liderança na classificação geral.

O último dia teve direito a duas dificuldades montanhosas que antecederam um circuito final que os ciclistas percorreram por quatro vezes. Houve uma fuga inicial de três atletas e um pelotão totalmente fraccionado na primeira parte da jornada mas o grupo foi reagrupado na zona plana da etapa. Aí Jonas Abrahamsen (Uno – X Mobility) atacou e só foi apanhado a 400 metros do fim.
Com a disputa ao sprint sem alguns dos protagonistas que ficaram envolvidos numa queda à entrada dos metros finais da edição, Joanathan Milan recuperou mais de 40 posições em menos de 10 segundos, erguendo os braços para a vitória. Sam Welsford (Ineos Grenadiers) e Laurenz Rex (Soudal Quick – Step) completaram o pódio da jornada, respectivamente.

Isaac del Toro tornou-se no primeiro mexicano a conquistar a prova, levando ainda para a casa a camisola dos pontos e da juventude. Jorgenson terminou em 2º e Pellizzari completou o pódio da geral classificativa. Diego Pablo Sevilla (Team Polti VisitMalta) foi o vencedor da classificação da montanha. A Red Bull – Bora – Hansgrohe levou para casa o título colectivo.
















