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22 equipas, 176 ciclistas (sem o vencedor da edição transacta – Chris Froome), 4 dos quais portugueses: José Gonçalves e Tiago Machado (Team Katusha – Alpecin), Nelson Oliveira (Movistar Team) e José Mendes (Burgos – BH). Pela frente 21 jornadas, com 2 contra-relógios, 10 etapas de alta montanha, 7 das quais com chegada em alto.

A primeira jornada foi marcada por um contra-relógio de 8 quilómetros em Málaga, onde se estabeleceram as primeiras diferenças. Rohan Dennis (BMC Racing Team) venceu e dentro da sua equipa percebeu-se que Richie Porte não vinha para discutir a prova, após ficar a cerca de 1 minuto do colega de equipa. Ao 2º dia, o pelotão teria chegada em ligeira ascensão. Michał Kwiatkowski (Team Sky) fechou novamente em 2º, com Alejandro Valverde (Movistar Team) a conquistar a etapa. Ainda assim, o polaco da Sky assumiu a liderança da prova, como “prémio de consolação”.

Alejandro Valverde cedo mostrou que estava em forma.

A primeira chegada ao sprint deu-se à 3ª etapa, quando Elia Viviani (Quick – Step Floors) bateu Giacomo Nizzolo (Trek – Segafredo) e Peter Sagan (Bora – Hansgrohe), respectivamente. Na 1ª chegada em alto, a sorte sorriu a Ben King (Dimension Data) que, oriundo da fuga, bateu Nikita Stalnov (Astana). No grupos dos favoritos, Simon Yates (Mitchelton – Scott) atacou perto do fim e ganhou tempo à restante concorrência. No dia seguinte, nova fuga vingou, com Simon Clarke (Team EF Education) a bater ao sprint Bauke Mollema (Trek – Segafredo) e Alessandro De Marchi (BMC Racing Team), respectivamente. Rudy Molard (FDJ), francês inserido na fuga, vestiu de vermelho no final do dia.

Elia Viviani continuou rei e senhor dos sprints.

Na 6ª etapa, o pelotão ficou fraccionado devido aos ventos laterais, com Wilco Kelderman (Team SunWeb) e Thibaut Pinot (FDJ) a serem alguns dos lesados. Ao sprint, Nacer Bouhanni (Cofifis) venceu, exactamente 4 anos depois da sua última vitória numa grande volta, por altura da 6ª etapa da 69ª edição desta mesma prova. A bandeira francesa voltou a erguer-se no dia seguinte, com Tony Gallopin (AG2R la Mondiale) a aproveitar o ataque de Jesús Herrada (Cofidis) a 2,1 quilómetros para o fim e a seguir isolado até cortar a meta. Peter Sagan fechou em 2º e viria a fazê-lo novamente no dia seguinte, ao ver Valverde erguer os braços, numa chegada em ligeira ascensão.

Peter Sagan viu o Bala sair de trás de si rumo à vitória.

A 9ª jornada teria à partida 3 contagens de montanha, com nova fuga a vingar. Ben King atacou a 18 quilómetros da meta e não mais foi visto. Mollema terminou de novo em 2º, num dia em que Simon Yates chegou à liderança, com 1 segundo de vantagem sob Valverde. No dia seguinte, Viviani ergueu os braços pela 2ª na edição da prova. Thibaut Pinot foi o centro das atenções da 11ª etapa, ao estar inserido na fuga do dia. Ganhou escassos segundos à concorrência, numa etapa conquistada por Alessandro de Marchi. A fuga vingou novamente ao 12º dia, com Alexandre Geniez (AG2R la Mondiale) a bater ao sprint Dylan van Baarle (Team Sky). O pior viria depois: Geniez deu uma queda monumental assim que cortou a meta (devido a um comissário estar mal-posicionado) e arrastou consigo Dylan Teuns (BMC Racing Team) e Baarle, que viria a desistir devido às mazelas causado por este acidente. Jesús Herrada, inserido na fuga do dia, roubou a camisola vermelha do corpo de Simon Yates.

Dylan van Baarle no chão após cortar a meta.

Na chegada a La Camperona, ao 13º dia, nova fuga reinou. Rafal Majka (Bora – Hansgrohe) tentou a sua sorte na derradeira parte da etapa, no entanto, Óscar Rodríguez (Euskadi – Murias) viria a alcançar o polaco nos últimos mil metros e venceu de forma isolada. No grupo dos favoritos, Nairo Quintana (Movistar Team) atacou perto do fim e ganhou alguns segundos aos seus mais directos adversários. Steven Kruijswijk (Team LottoNL – Jumbo) esteve ofensivo no 14º dia mas o dia seria de Simon Yates que venceria a jornada e assumiria de novo a liderança. Na mítica chegada aos Lagos de Covadonga, Miguel Ángel López (Astana) tentou a sua sorte, atacando diversas vezes, mas a movimentação-chave dar-se-ia a 6 quilómetros do fim, quando Pinot atacou e seguiu isolado até à meta. Simon Yates terminou o dia com 26 segundos de vantagem sob Alejandro Valverde, 2º classificado.

Vitória histórica de Óscar Rodríguez.

No 2º contra-relógio da prova, Rohan Dennis voltou a ser o mais forte. Kruijswijk terminou em 4º, aproximando-se dos grandes favoritos à geral. Nelson Oliveira terminou em 7º. Na 1ª chegada em alto da 3ª semana, uma fuga numerosa formou-se e vingou, com Michael Woods (Team EF Education) a conquistar a etapa, batendo Dylan Teuns (que pela 5ª vez ficou entre os 5 primeiros, sempre oriundo de fugas). No pelotão que restava, Valverde aumentou o ritmo na entrada da dificuldade final e Quintana descolou. O Bala desferiu um ataque nos metros finais da jornada, roubando 8 segundos a Simon Yates. Para lá do britânico e do colombiano, Kruijswijk foi o grande derrotado do dia, chegando a par com Quitana. A 18ª jornada foi percorrida a uma média de 47 km/h e era esperado uma chegada ao sprint. No entanto, o trio em fuga vingou e em disputa a dois, Jelle Wallays (Lotto – Soudal) obteve a sua 1ª vitória numa grande volta. Peter Sagan foi o 1º do pelotão a cortar a meta.

Jelle Wallays foi responsável pela 8ª fuga a vingar nesta edição.

No dia seguinte, a Movistar arregaçou as mangas para vestir Valverde de vermelho mas, na dificuldade final, o Bala ficou sem pernas quando Simon atacou. O mesmo cenário repetiria-se no dia seguinte, e nem o “reboque” Nairo Quintana salvou a situação. De principal favorito, o espanhol desceu ao 5º lugar, muito por conta do desgaste oriundo do trabalho para Quintana nas jornadas anteriores. Enric Mas venceu a penúltima jornada e ascendeu ao 2º lugar da geral, com Miguel Ángel López e fechar o pódio da geral. O lugar mais alto, permaneceu na posse de Simon Yates.

Enric Mas venceu pela 1ª vez na Vuelta.

Na chegada a Madrid, Elia Viviani obteve a sua 3ª vitória ao bater (novamente) Peter Sagan. Alejandro Valverde venceu a camisola verde da regularidade. Thomas De Gent (Lotto Soudal) tornou-se o 1º belga a conquistar a camisola da montanha. Simon Yates levou para casa a camisola do combinado. Bauke Mollema foi nomeado o combativo da prova. Movistar foi a equipa mais forte colectivamente, apesar de falhar mais uma vez o objectivo principal. 8 fugas vingaram na presente edição.

Top-15 final.

158 ciclistas terminaram a 73ª edição da La Vuelta, entre os quais 3 portugueses. José Gonçalves foi o único desistente do quarteto nacional à partida. No Jogo das Apostas – Eurosport, Olivier Bonamici não conseguiu repetir o triunfo de 2017. Paulo Martins venceu e completou assim o triplete: Giro, Tour e agora Vuelta.

Classificação do Jogo das Apostas.

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