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Alejandro Valverde nasceu em Las Lumbreras a 25 de Abril de 1980, Murcia no seio de uma família apaixonada pelo ciclismo. O seu pai, Juan, foi um ciclista amador e foi quem lhe ofereceu a sua 1ª bicicleta. Valverde conseguiu bastantes vitórias nas camadas jovens, recebendo uma proposta da equipa de desenvolvimento da Banesto. No entanto, a experiência não correu bem. Mudou-se então para a equipa de desenvolvimento da Kelme, onde fez uma excelente temporada permitindo assim passar a profissional no ano seguinte.

A estreia profissional aconteceu então no ano de 2002, onde fez uma época de adaptação e de aprendizagem. No ano seguinte, fez uma grande temporada ficando em 3º na Vuelta, venceu a Volta a Maiorca e ficando em 2º lugar nos Mundiais de Estrada desse ano, apenas com 23 anos. Apesar dos problemas financeiros da Kelme, Valverde manteve-se fiel à equipa e prosseguiu com a mesma em 2004 onde ganhou a Volta a Valência, Volta a Murcia, a Volta a Burgos e terminando em 4º na Vuelta. Em 2005 assinou pela Caisse d’Epargne, actual Movistar, equipa que ainda representa nos dias de hoje. No ano de estreia das novas cores, foi 2º classificado na geral do Paris – Nice. No Tour de France mostrou o guerreiro que era ao ser o único a conseguir acompanhar Lance Armstrong na subida de Courchevel e ganhar a respectiva etapa ao sprint. Na 13ª etapa caiu e desistiu, recuperando a tempo dos Mundiais em Madrid onde ficou novamente em 2º lugar.

Alejandro Valverde e Lance Armstrong na subida de Courchevel.

No ano seguinte, ganhou pela primeira vez as corridas Liège – Bastogne – Liège e La Flèche Wallonne, foi 2º na Vuelta e 3º nos Mundiais de estrada. 2006 foi definitivamente um ano em cheio para o ciclista espanhol. 2007 foi um ano sem grandes êxitos, onde apenas ganhou a Volta a Valência e a Volta a Murcia. Em 2008, ganhou a Liège – Bastogne – Liège, o Critérium du Dauphiné Libéré e pela 1ª vez foi Campeão Nacional de Estrada e vencedor da Clássica de San Sebastián. O ano seguinte, foi fantástico para Alejandro. Venceu a Volta a Catalunha, a Volta a Burgos, o Critérium du Dauphiné Libéré e pela única vez a Vuelta.

Valverde a vencer a Vuelta a Espña, em 2009.

Em 2010, Alejandro Valverde teve o ano mais negro da sua carreira. Acusado de doping, ficando suspenso por 2 anos. A Caisse d’Epargne tornava-se Movistar Team e ficava sem a sua referência.

Alejandro voltou em força em 2012, conquistando a Volta a Andaluzia e ficar em 2º na Vuelta. 2013 foi um dos anos mais fracos do espanhol. Fechou apenas no pódio da Vuelta (3º) e venceu novamente a Volta a Andaluzia. 2014 foi um ano fantástico com várias vitórias, nomeadamente na Volta a Murcia, na Volta a Andaluzia, na La Flèche Wallonne e na Clássica de San Sebastián, ficando ainda em 4º no Tour e em 3º lugar na Vuelta. Venceu pela 1ª vez o Campeonato Nacional de Contra-Relógio, sendo ainda também pela 1ª vez o vencedor do Ranking UCI.

Alejandro Valverde vence de forma fantástica em San Sebastian, em 2014.

Em 2015 venceu a Liège – Bastogne – Liège, a La Flèche Wallonne e o Campeonato nacional de Estrada. Conseguiu um dos seus objectivos de carreiro, o pódio no Tour (3º). Foi novamente o vencedor do Ranking da UCI.

O tão sonhado pódio para Valverde.

Em 2016, fez a participação inédita no Giro d’Italia. Antes disso, venceu a classificação geral da Volta à Andaluzia e da Volta à Catilha e Leão. Venceu pela 4ª vez a La Flèche Wallone e partiu para Itália onde fechou em 3º no final. O espanhol conquistou ainda a 16ª etapa da prova.

Valverde venceu a 16ª etapa do Giro.

Seguiu directo para o Tour de France (passou apenas pelos Campeonatos Nacionais) e fechou num (ingrato) 5º lugar. Ingrato pois a sensação geral foi de que o espanhol teria feito pódio se não tivesse trabalhado para Nairo Quintana. Trabalhar fê-lo para Purito Rodríguez nos Jogos Olímpicos sem antes fazer 3º na clássica de San Sebastian. Termina a época na Vuelta a España onde surpreendeu tudo e todos pela sua frescura. Foi sacrificado no dia dos cortes do pelotão por estar a demarcar Chris Froome. Fora isso e teria estado no pódio final, algo de se tirar o chapéu pois… trabalhou novamente para Nairo Quintana mas desta feita o colombiano venceu a classificação geral. Contas feitas ocupou o 12º posto final e pôs término à época com o 6º lugar na Il Lombardia.

Valverde ajuda e é ajudado, aqui por Rojas na Vuelta’16, num bonito gesto de equipa.

A época de 2017 foi agridoce para o Bala. Teve um início de época épico: venceu a Vuelta a Murcia, Vuelta a Andalucia, Volta a Catalunya, Vuelta al País Basco. Partiu para a clássica das Ardenas onde reinou: conquistou a La Flèche Wallone e a Liège-Bastogne-Liège. Chegou ao Tour com a posição de líder face  a muito melhor estado de forma que Nairo Quintana. No entanto, uma queda gravíssima logo no prólogo retirou-o de prova e do resto da temporada.

A 5ª Flèche Wallone para Alejandro Valverde.

Segundo os médicos, Valverde teve uma recuperação excepcional e é por isso de esperar o melhor de Valverde em 2018.

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