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O ciclismo internacional ficou este ano mais pobre após o Giro. O sprínter italiano Alessandro Petacchi anunciou o adeus definitivo, depois de em 2013 ter terminado carreira na Lampre – Merida e ter regressado no mesmo ano pela Omega Pharma – Quick Step. Desta vez o fim aconteceu ao final da 20ª etapa do Giro, com as cores da Sotheast, etapa onde contraiu um vírus que precipitou o fim. Petacci iniciou a sua carreira em 1997 na Scrigno – Gaerne. Mudou-se em 1999 para a Navigare – Gaerne, de onde saiu no final da temporada. Entre 2000 e 2005 vestiu as cores da Fassa Bortolo, posteriormente esteve entre 2006 e 2008 na Milram. Só voltou a permanecer em equipas mais que uma época na Lampre – Merida (2010 – 2013); antes passou pela Team LPR Brakes (2008, após saída prematura da Milram) e LPR Brakes – Farnese Vini (2009).

Nascido ao 3º dia de Janeiro de 1974, este foi o sprínter de uma geração de ouro, sendo que este ano estava a dar boas indicações. No seu palmarés constam 22 vitórias em etapas no Giro de Itália, 20 vitórias em etapas na Volta à Espanha, 6 vitórias em etapas na Volta à França.

O italiano a bater Cavendish em 2011, no Giro.

Venceu em terras portuguesas a Volta Ao Algarve de 2007 e 3 vitórias em etapas. Saiu vencedor igualmente na Volta à Comunidade de Valência de 2005 e 7 vitórias em etapas, Milano San Remo de 2005, Paris Tours de 2007, Scheldeprijs de 2009, 9 vitórias em etapas no Tirreno Adriático, 3 etapas na Volta ao Paris Nice, 2 vitórias de etapas na Volta à Romandia, 4 vitórias em etapas na Volta à Andaluzia, 3 vitórias em etapas na Volta à Grã-Bretanha, 1 vitória em etapa na Volta À Suíça e na Volta à Catalunha, entre muitas outras vitórias de menor renome.

Alessandro Petacchi venceu a camisola dos pontos em 2010. O italiano foi também o mais regular na Volta à Espanha em 2005, no Giro de Itália em 2004, na Volta Ao Mediterrâneo e no Paris-Nice em 2002, e mais recentemente na Bayern-Rundfahrt (2012), tendo levado a respectiva camisola dos pontos nestas provas.

Petacchi a vencer no Tour, em 2010.

Um ciclista que deixará saudades entre nós e entre os que fazem o espectáculo.

OBRIGADO MESTRE!

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Aprendeu a ver, comentar e redigir ciclismo junto do seu amigo Paulo Martins. Sempre à procura de mais e melhor, Diogo Santos é o director do Ciclismo 24 por 24 desde Fevereiro de 2015. Para ele, não existem inimigos nem rivais na modalidade, pois o ciclismo permite diversas perspectivas e oferta. Diogo Santos é uma das vozes mais activas contra o "Acordo" Ortográfico.

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