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Bergen foi a cidade escolhida para acolher os Campeonatos do Mundo de 2017. O esforço colectivo foi o primeiro a ir para a estrada, com a Team SunWeb a dominar. A equipa holandesa levou o ouro quer na vertente masculina quer na feminina. No que toca à corrida masculina, pode dizer-se que esta vitória dos holandeses foi uma ‘meia-surpresa’ pois a SunWeb tinha uma equipa cheia de capacidade para este esforço, mas o domínio desta vertente tinha alternado entre BMC e a Quick – Step desde que esta prova regressou aos Campeonatos do Mundo em 2012. O pódio ficou completo com a BMC em 2º, a apenas 8 segundos, e com a Sky em 3º. Na corrida feminina, Ellen Vin Dijk liderou a sua nova equipa à conquista do ouro, depois de ter feito o mesmo o ano passado, na Boels – Dolmans Cycling Team.

Depois do título feminino, a SunWeb venceu também o título masculino colectivo.

Tom Dumoulin (Holanda) continuou aumentou as suas medalhas de ouro. Depois de ter estado no triunfo colectivo da SunWeb, o holandês conquistou o título de Campeão do Mundo de Contra-Relógio pela 1ª vez na sua carreira. O ‘Holandês Voador’ completou o difícil percurso de Bergen em 44 minutos e 41 segundos. Primoz Roglic (Eslovénia) demorou mais 57 segundos e ficou com a prata. Chris Froome (Grã Bretanha) fechou o pódio, com mais 1.21’ do que o vencedor. O ‘nosso’ Nelson Oliveira cumpriu os 31km em 46 minutos e 9 segundos, ficando com o 4º posto, a apenas 7 segundos de uma inédita medalha.

Tom Dumoulin arrasou a concorrência.

Pela positiva destacou-se Nelson Oliveira e Jan Tratnik (Eslovénia). O português voou pelas estradas norueguesas e bateu-se com os melhores, ficando muito perto de uma medalha. O esloveno fechou no 10º posto e esteve sentado durante muito tempo no ‘trono’, ficou à frente de homens como Jonathan Castroviejo (Espanha), Bob Jungels (Luxemburgo) ou Victor Campanaerts (Bélgica). Pela negativa, para além dos mencionados, Tony Martin (Alemanha) foi quem mais desiludiu. O alemão era o Campeão em título e tinha condições para fazer muito mais do que um 9º lugar.

O português em acção.

Na vertente feminina, Annemiek van Vleuten (Holanda) mostrou, de novo, que está a viver um ano de sonho e conquistou o ouro, percorrendo o percurso em 28 minutos e 50 segundos, 12 segundos mais rápido do que a sua compatriota Anna van der Breggen. Katrin Garfoot (Austrália) fechou o pódio.

O pódio em elites femininas.

Mikkel Bjerg (Dinamarca), com apenas 18 anos, tornou-se Campeão do Mundo de Contra-Relógio no escalão de Sub-23. O dinamarquês pulverizou toda a concorrência com um tempo bombástico de 47 minutos e 6 segundos. Quem mais se aproximou foi Brandon McNulty (Grã-Bretanha), que ficou a 1:05’ do vencedor. O francês Corentin Ermenault fechou no 3º posto e levou o bronze para casa. O único português em prova foi Ivo Oliveira, que terminou na 21ª posição, a 2:39’ do vencedor.

Bjerg surpreendeu ao vencer em Sub-23 apenas com 18 anos.

Em juniores, Thomas Pidcock (Grã-Bretanha) fez jus aos seus pergaminhos e vestiu a camisola do arco-íris. O jovem britânico concluiu os cerca de 21km em 28 minutos e 2 segundos, 12 e 13 segundos mais rápido do que Antonio Puppio (Itália) e Filip Maciejuk (Polónia). No que toca ao sexo feminino, Elena Pirrone venceu com Alessia Vigilia a fechar no 2º lugar, completando a dobradinha para a Itália. Madeleine Fasnach (Austrália) completou o pódio.

Dobradinha italiana em júniores femininas.

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