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A 2 de Maio de 2015, o Ciclismo 24 por 24 foi ao encontro, após as clássicas do pavé, do ciclista luso Nelson Oliveira, de 26 anos, na altura na Lampre – Merida e Campeão Nacional de Contra-Relógio e Estrada.

Olá Nélson! Como foi acabar em 20° o Tour de Flandres, quais as sensações durante a corrida (quando estiveste junto dos melhores) e quando finalizaste a corrida?
O Tour de Flandres foi sem dúvida uma das clássicas mais duras da minha carreira, para mim fazer top 20 nesta prova e estar entre os melhores na última parte numa corrida desta dimensão só me dá mais motivação e garra para continuar a trabalhar cada vez mais. Quando terminei a prova sei que dei tudo o que tinha para dar, pois mal conseguia subir as escadas do autocarro.

Como foi fazer o Roubaix?
O Roubaix foi sempre uma prova q adorei ver desde pequeno e que cada vez mais adoro, não só pela sua história mas pela sua dureza e que sempre sonhei em participar e acabar a corrida. Já tinha participado em 2011 mas não consegui terminar e este ano decidi ir novamente para tentar terminar, que não é coisa fácil, pois temos de ter a sorte do nosso lado. Felizmente lá consegui terminar e entrar no velódromo só vos tenho a dizer que é uma sensação única que só quem lá está a sente!

Dada a boa prestação nas provas do pavé, ponderemos-te ver no próximo ano com objectivo de top 10 numa destas clássicas do pavé?
Nas provas deste tipo não basta só a condição física mas também mental, é uma prova de fases que temos de ir superando, pois temos de estar sempre bem colocados seja qual for o momento, não se pode facilitar porque ao mínimo erro perdemos todo o trabalho realizado até a esse ponto. Espero um dia ficar entre esses 10 melhores mas para já resta-me ir passo a passo e ir aprendendo, posso dizer que aprendi muito nestas clássicas.

Sendo a tua especialidade o Contra-Relógio, pretendes num futuro próximo tentar bater o Recorde da Hora?
Para já não quero pensar nisso, se surgir um dia a oportunidade tentarei e irei focar-me para o bater e se acontecer será no velódromo do meu concelho.

Como é trabalhar com e para o Rui?
Para mim trabalhar para um dos melhores ciclistas da nossa geração é um orgulho, é uma enorme honra, ainda para mais sendo um amigo! Com ele já aprendi muito e espero aprender ainda mais, é uma mais-valia para qualquer ciclista trabalhar para um ciclista como o ex-campeão do mundo!

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Aprendeu a ver, comentar e redigir ciclismo junto do seu amigo Paulo Martins. Sempre à procura de mais e melhor, Diogo Santos é o director do Ciclismo 24 por 24 desde Fevereiro de 2015. Para ele, não existem inimigos nem rivais na modalidade, pois o ciclismo permite diversas perspectivas e oferta.

Diogo Santos é uma das vozes mais activas contra o “Acordo” Ortográfico.

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