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Fabio Aru, nascido a 3 Julho de 1990, já é mais do que uma promessa, tornando-se uma das maiores estrelas do ciclismo italiano. O ciclista corre actualmente pela Astana e já conta no seu palmarés com três pódios em grandes voltas destacando-se a vitória na Volta à Espanha de 2015.

Fabio Aru entrou para a Astana em 2012, primeiro como estagiário e de seguida como profissional.
Em 2013 conquistou a camisola da juventude no Giro del Trentino fechando no 4º lugar na classificação geral. Nesse mesmo ano participou na sua 1ª grande volta, o Giro d’Itália, onde começou a demonstrar o seu talento ajudando Nibali a vencer a prova.
Na temporada de 2014, Aru voltou a participar no Giro, onde partiu como gregário de Michele Scarponi. No entanto, na etapa 15, provou que era o homem mais forte da equipa vencendo a sua primeira etapa como profissional na ascensão a Montecampione. Aru, com a sua grande prestação na prova conseguiu, deste modo, apenas na sua 2ª grande volta, chegar a um merecido pódio final.
Na Volta à Espanha do mesmo ano, partindo já como líder conquistou duas etapas de montanha e fechou a prova na 5ª posição confirmando todo o seu potencial para grandes voltas.

Fabio Aru na vitória à 15ª etapa do Giro’14.

No Giro de 2015, Aru partiu com a ambição de vencer a prova. A Astana levou uma grande equipa para a prova e apesar de não perder muito tempo nas montanhas, no contra-relógio, Contador levou a melhor ganhando dois minutos e meio. Na última semana Aru demonstrou-se cada vez mais forte conquistando duas etapas consecutivas, mas falhando o seu principal objectivo de conquistar a prova. Mesmo assim, andou pela primeira vez de “rosa” e provou, acima de tudo que a vitória numa grande volta estava cada vez mais próxima.

Contador e Aru travaram no Giro’15 uma luta intensa.

Aru participou mais uma vez na Volta à Espanha, dividindo a liderança da equipa com Nibali e com Mikel Landa que corria em casa. Após a expulsão de Nibali, Aru assumiu o papel de líder da Astana. A etapa 11, considerada uma das mais duras da prova sorriu a Fabio Aru que viu alguns dos seus principais adversários perderem tempo, como Valverde ou Quintana, aproveitando o italiano para vestir pela primeira vez na sua carreira a camisola vermelha de líder da prova. Após perder a liderança na etapa 16 para Rodriguez, chegou ao contra-relógio como o objectivo de não perder muito tempo para Dumoulin. Aru perdeu apenas 1 minuto e 26 segundos para o holandês ficando a 3 segundos do primeiro lugar da geral. Na penúltima etapa da volta Aru, após um grande trabalho da sua equipa, conseguiu se defender de todos os ataques gerindo muito bem toda a etapa e o tempo que tinha para os seus adversários. Passou Dumoulin na geral, e após chegar ao fim esgotado, não conteve a emoção da conquista da sua primeira grande volta com apenas 25 anos.

Fabio Aru ao vencer a sua 1ª grande volta, a Vuelta’15.

Fabio Aru decepcionou após o enorme feito de 2015. Obteve apenas uma vitória em 2016, à 3ª etapa do Criterium du Dauphiné. Os seus melhores resultados foram o 9º lugar na geral da Volta ao Algarve e o 6º lugar na prova de fundo dos Jogos Olímpicos. Quanto ao Tour de France, a sua presença foi pouco notada e terminou num modesto 13º lugar na sua 1ª participação. Em 2017, viu-se o italiano aquém de novo. Apostou forte no Tour de France e após bons indicadores no Tour of Oman e no Critérium du Dauphiné e vencer os Campeonatos Nacionais italianos, envergou a camisola amarela no Tour mas depois fracassou. Fechou em 5º e partiu à procura da redenção na Vuelta, onde não foi além de 13º. Note-se que em ambas as provas Aru passou (aparentemente) alguns períodos doente.

Aru de amarela na 104ª edição do Tour de France.

Em 2018 Fabio Aru vestirá as cores da UAE Team Emirates. Será que esta mudança trará de novo o melhor Aru?

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Aprendeu a ver, comentar e redigir ciclismo junto do seu amigo Paulo Martins. Sempre à procura de mais e melhor, Diogo Santos é o director do Ciclismo 24 por 24 desde Fevereiro de 2015. Para ele, não existem inimigos nem rivais na modalidade, pois o ciclismo permite diversas perspectivas e oferta. Diogo Santos é uma das vozes mais activas contra o "Acordo" Ortográfico.

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