Partilhar

Joaquim Rodriguez Oliver ou simplesmente “Purito” como carinhosamente ficou conhecido no pelotão internacional nasceu a 12 de Maio de 1979 em Barcelona, Espanha.

Rodriguez juntamente com Alberto Contador e Alejandro Valverde formaram o trio maravilha de trepadores espanhóis que valeram muitas e importantes vitórias para o ciclismo espanhol no decorrer da última década e meia.

A sua estreia como ciclista profissional deu-se em 2001 com a equipa ONCE vencendo a famosa Escalada a Montjuic, que situava-se na sua cidade natal. Participou ainda no Giro d’Italia.

Primeiros tempos como profissional.

Em 2005 e já na Saunier Duval – Prodir, Joaquim Rodriguez conseguiu o seu primeiro grande feito numa prova de 3 semanas ao conquistar a classificação da Montanha na Vuelta a España, depois de em 2003 já ter envergado a Camisola Dourada e vencido uma etapa. A partir de 2006, com a sua entrada na equipa Caisse-d’Epargne, a carreira do catalão começou a ganhar uma relevância diferente da que tinha até então.

Desde vitórias em etapas no Paris-Nice, ao título de Campeão Nacional espanhol em 2007, a vitórias em etapas do Tirreno-Adriático (2008 e 2009), ao 6º lugar na classificação geral da Vuelta a España e ao pódio na Liége-Bastogne-Liége em 2009 percebeu-se que Purito se estava a preparar para algo grandioso dali em diante.

De facto, foi a partir de 2010 com a entrada para a equipa Katusha que Purito obteve os mais importantes resultados da sua carreira, desde logo com o triunfo na Vuelta Ciclista a Catalunya em 2010, passando pelo 3º lugar na Vuelta Ciclista al País Basco, pelo 2º lugar na La Flèche Wallonne, pelo 6º lugar no Tour de France, ou ainda pelo 3º lugar na Vuelta a España. No ano seguinte teve uma temporada regular, mas sem grande relevo em termos de vitórias individuais. Destacam-se apenas o 2º lugar na Amstel Gold Race e na La Flèche Wallone, bem como o 4º lugar no Giro d’Italia.

Uma das muitas vitórias de Rodriguez, neste caso no Tour.

O ano de 2012 foi o ano-chave da carreira de Joaquim Rodriguez, que apesar de uma enorme temporada, o catalão ficou com um amargo de boca porque viu por duas ocasiões o título que tão ansiosamente pretendia fugir-lhe por entre os dedos: a conquista de uma Grande Volta. Aconteceu no Giro d’Italia quando perdeu a liderança no contra-relógio final para Ryder Hesjedal em plena Praça di Duomo em Milão. E aconteceu na Vuelta a España ao ser vítima do génio de Alberto Contador na famosa subida de Collada de la Hoz. No entanto o espanhol alcançou resultados de enorme nível terminando o Giro na 2ª posição com 2 vitórias em etapa, a Vuelta em 3º lugar vencendo 3 etapas. Além disso, a vitória na La Flèche Wallonne, no Giro di Lombardia (um dos 5 monumentos do ciclismo) e na classificação da UCI são factos a assinalar.

Em 2013 Rodriguez completou o pódio nas 3 Grandes Voltas ao ser 3º no Tour de France e posteriormente 4º na Vuelta a España. No entanto, voltou a ter um momento complicado ao viver no final do ano mais uma desilusão, perdendo o título de Campeão do Mundo dentro do último km de corrida, ao ser apanhado e batido ao sprint por Rui Costa.

Um dos momentos mais tristes da carreira do espanhol.

Os anos de 2014 e 2015 as vitórias continuaram com triunfo em etapas da Vuelta a España (onde foi 4º em 2014 e em 2015 perdeu apenas para Fabio Aru), do Tour de France e com vitórias na classificação geral de provas como a Vuelta al País Basco ou Catalunya.

Em 2016, Purito anunciou a sua retirada e apesar de não ter vencido qualquer corrida nesse ano, apresentou-se a bom nível no Tour de France onde fechou em 7º e posteriormente na Classica San Sebastian onde finalizou em 4º. O desfecho estava marcado para a prova de fundo dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro onde fechou em 5º. Seria o suposto fim de ciclo. No entanto, a Katusha obrigou-o a estar presente na Milano-Turino, Giro del Piemonte e Il Lombardia, onde o catalão não completou nenhuma das corridas. Presumível. Posto isto… Purito assinou um contracto de dois anos com a Bahrain – Merida. Após correr muita tinta, houve a explicação lógica: Purito poderia de facto correr, mas o essencial era os pontos que o catalão obteve durante a época, essenciais à recém-criada Bahrain Merida, de modo a puderem escalonar-se no World Tour. Semanas depois, tornou-se oficial o adeus, estando Rodriguez actualmente ligado à equipa enquanto conselheiro.

Purito está a colocar a sua experiência em prol da Bahrain-Merida.

Para trás ficam presenças em Grandes Voltas (completando 22), 47 vitórias, 6 das quais em classificações gerais e uma carreira marcada pela regularidade, pelo estilo irreverente e explosivo.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here