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Após Alexandre Vinokourov ter vencido brilhantemente a prova de fundo dos Jogos Olímpicos em 2012, em Londres e no término da sua carreira, a prova desenrolou-se novamente, 4 anos depois. Uma ocasião especial para nomes como Joaquim Rodríguez (Espanha), Fabian Cancellara (Suíça), Frank Schleck (Luxemburgo), todos no último ano de carreira.

Os 241,5km’s de prova tiveram uma fuga inicial constituída por Simon Geschke (Alemanha), Svan Erik Bystrom (Noruega), Michael Albasini (Suíça), Jarlinson Pantano (Colômbia), Pavel Kochetkov (Rússia) e Michal Kwiatkowski (Polónia). O polaco foi o último resistente a ser alcançado.

O polaco obrigou a um intenso trabalho no pelotão.

A 45 km’s do fim o ex-campeão do mundo foi alcançado, num momento em que a frente da corrida passou a ser Damiano Caruso (Itália) atacando com Greg van Avermaet (Bélgica), Geraint Thomas (Grã-Bretanha), Rein Taaramae (Estónia), Sergio Henao (Colômbia) e Andrey Zeits (Cazaquistão), numa clara jogada táctica das respectivas selecções. Nesta altura, Nelson Oliveira (Portugal) e Richie Porte (Austrália) caiam na descida, abandonando.

Fabio Aru e Vincenzo Nibali (Itália) entraram em acção, alcançando a frente da corrida, destronando a táctica da Espanha. Adam Yates (Grã-Bretanha) e Jakob Fuglsang (Dinamarca) seguiram a iniciativa, enquanto Alejandro Valverde (Espanha) trabalhava para o ataque de Purito que aconteceu mais à frente com Louis Meintjes, numa altura em que Rafal Majka (Polónia) já se inseria na frente.

Nova frente da corrida.

Chris Froome (Grã-Bretanha) mexeu no pelotão a 20 km’s do fim e Nibali respondeu na frente do grupo, reduzindo-o. Com Froome incapaz de chegar à frente, Rui Costa (Portugal) e Julian Alaphilippe (França) tentaram-no, com apenas o francês a ter sucesso. Majka, Henao e Nibali na frente da corrida, estes últimos dois caíram na mesma descida onde Nelson Oliveira foi infeliz.

Majka ficou isolado na frente mas sempre com uma perseguição feroz do 2º grupo. Foi apanhado nos últimos 3 km’s finais por Avermaet e Fuglsang, com o belga a levar a melhor sobre o dinamarquês no sprint. Fora da discussão ficou Geraint Thomas que caiu após a queda na frente da corrida. Majka ficou com o último lugar do pódio.

A Bélgica arrecadou o ouro.

Rui Costa fechou o top-10, numa clara desilusão. O Ciclismo 24 por 24 defendeu o português durante o 103º Tour de France tendo em conta os J.O. serem o seu principal objectivo. No entanto, notou-se a clara falta de pernas do português, uma surpreendente e inesperada má leitura táctica da corrida, não podendo nós portugueses ficar satisfeitos com o 10º lugar. É um lugar honroso, verdade. Mas para um ciclista que aponta a época para o pódio nesta prova e tem capacidade para mais, torna-se uma desilusão.

Top-20 da prova.

Destaque para o 5º lugar de Joaquim Rodríguez, o 20º de Frank Schleck e ainda 34º de Spartacus… o suíço mostrou ser forte candidato à medalha de ouro no contra-relógio após um intenso trabalho no pelotão durante o dia.

O sprint entre Alaphilippe e Purito.

No sector feminino, a medalha de ouro foi conquistada pela holandesa Anna van der Breggen que se fez acompanhar no pódio por Emma Johansson (Suécia) e Elisa Longo Borghini (Itália), respectivamente.

Pódio feminino.

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