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Peter Sagan, nascido a 26 de Janeiro de 1990, é o ciclista mais irreverente e dos ciclistas como mais adeptos do pelotão. Desde cedo que comprovou todo o seu potencial. Em 2008 ganhou o Campeonato do Mundo Júnior de Mountain-Bike e conquistou a medalha de bronze, quer no Campeonato de Mundo Júnior de Cyclocross, quer no Paris-Roubaix para a categoria de juniores. Já conta no seu currículo com 8 vitórias em grandes Voltas e já foi quatro vezes vencedor da classificação por pontos na Volta à França. Este ano juntou ao seu invejável currículo o título de Campeão do Mundo de Estrada. O ciclista passou pela Cannondale (que anteriormente chamou-se Liquigas-Doimo e Liquigas-Cannondale), de 2010 a 2014, de 2015 a 2016 correu na Tinkoff e até 2019 correrá na Bora – Hansgrohe.

Assinou, em 2010, pela então Liquigas-Doimo, onde, até 2015, venceu etapas no Paris-Nice e no Tour de Romandie. Venceu inúmeras etapas no Tour da Califórnia, no Tour da Suiça e no Tour da Polónia. Conquistou ainda o Giro di Sardegna e já foi por cinco vezes campeão Nacional da Eslováquia na prova de fundo e ainda uma na vertente de Contra-Relógio.

Peter Sagan fez a sua primeira aparência em grandes voltas na Volta à Espanha de 2011, onde conquistou três etapas, confirmando as expectativas de que era, sem dúvida, um dos melhores talentos que estava a surgir no mundo do ciclismo. Sagan continuou a vencer no Tour de Oman e no Tirreno Adriático. Pela primeira vez, Peter Sagan participou na maior prova do mundo, a Volta à França onde, aos 22 anos, conquistou três etapas e camisola verde.

Peter Sagan a vencer a etapa 2 do Tour’12.

Apesar de não lhe ter sorrido a vitória na Strade Bianche, nem no E3 Harelbeke, Peter Sagan conseguiu chegar ao triunfo na Gent Wevelgem. Na Volta à França de 2013 juntou mais uma vez à camisola verde uma vitória em etapa depois de bater na trave várias vezes com vários segundos lugares. A época de 2013, a mais vitoriosa da sua carreira terminou com vitórias no USA Pro Challenge e no Tour de Alberta e ainda arrecadando o triunfo no GP de Montréal.

Na época de 2014, mais uma vez ficou muito perto da vitória na Strade Bianche, alcançando o segundo lugar. Venceu a E3 Harelbeke e apesar de ter ido à Volta à França, não foi além de uma mão cheia de pódios em etapas e da vitória na camisola dos pontos.

Sagan a vencer a Gent – Wevelgem’13.

Peter Sagan apareceu renovado no ano de 2015, com a sua nova equipa a Tinkoff Saxo, a ambição de vencer era maior do que nunca mas as vitórias demoraram a aparecer. A sua primeira vitória apenas surgiu no Tirreno Adriático. Sem vencer nenhuma etapa mas demonstrando mais uma vez a sua raça de campeão conquistou pela 4ª vez consecutiva a camisola verde na Volta à França. Fechou o ano da melhor maneira, depois de uma vitória na Volta à Espanha, foi Campeão do Mundo de Estrada nos Estados Unidos.

Peter Sagan em mais um grande feito: Campeão do Mundo em Estrada.

2016 foi a continuação de 2015. O eslovaco fechou em 4º a Strade Bianche, fechou em 2º o Tirreno Adriático e levou a camisola verde para casa, fez 12º na Milano SanRemo que não discutiu devido a uma queda no km final e fecha a primeira parte da época com um 2º lugar no E3 Harelbeke. Venceu a 78ª Gent – Wevelgem, o 100º Tour des Flandres (onde bateu Spartacus), fecha 11º no Paris Roubaix (onde fica na memória a forma espectacular como escapou a queda com Fabian Cancellara). Festeja a 5ª camisola verde consecutiva no Tour de France e ainda conquista 3 etapas. Na última parte da época vence o GP Quebec, fecha em 2º o de Montreal e ainda conquista o Campeonato Europeu de Fundo e o Campeonato Mundial de Fundo (pelo segundo ano consecutivo, tornando-se o 5º ciclista a fazer tal proeza).

Peter Sagan conquistou o Campeonato do Mundo em Doha, 2016.

O ano de 2017 foi agridoce para o eslovaco. Venceu a Kuurne-Bruxelles-Kuurne e fechou em 2º na Milano – SanRemo. Passou ao lado das clássica do pavé e, após uma boa preparação para o Tour de France, acabou desqualificado ao 4º dia da prova, após supostamente ter provocado um acidente com Mark Cavendish. Mais tarde, as imagens comprovaram o contrário. Peter Sagan regressou mais forte e vence o GP do Québec e em Bergen, somou o seu 3º título Mundial consecutivo.

Peter Sagan bateu Alexander Kristoff e Michael Matthews ao sprint.

Correrá até 2019 na Bora – Hansgrohe, ao lado de José Mendes. Paulo Martins afirma que o eslovaco é capaz de vencer todos os 5 Monumentos… Conseguirá?

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Aprendeu a ver, comentar e redigir ciclismo junto do seu amigo Paulo Martins. Sempre à procura de mais e melhor, Diogo Santos é o director do Ciclismo 24 por 24 desde Fevereiro de 2015. Para ele, não existem inimigos nem rivais na modalidade, pois o ciclismo permite diversas perspectivas e oferta. Diogo Santos é uma das vozes mais activas contra o "Acordo" Ortográfico.

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