Partilhar

O Ciclismo 24 por 24 lançou pelo 3º ano consecutivo o seu Leilão Solidário, em parceria com o IPO Porto. Como se trata de um projecto sem qualquer tipo de remuneração, o processo de leilão é efectuado após a doação de equipamentos de ciclistas que aderem a esta causa nobre, após apresentação da mesma. O fim deste leilão destina-se em 60% a favor do IPO Porto e a restante verba para o apoio ao desenvolvimento dos jovens que acompanhamos.

Este ano o projecto contou com a ajuda preciosa dos CTT, que perdeu o rasto a dois dos equipamentos. A exposição anexa em baixo já foi apresentada junto dos CTT pelo director Diogo Santos, e o Ciclismo 24 por 24 tudo fará para que esta situação vergonhosa se resolva, ou seja, com o reaparecimento e devida entrega dos equipamentos de António Pereira Barbio (na altura Efapel) e Nuno Bico (Movistar).

Mais se informa que a leiloar ainda estão os equipamentos de Vicente de Mateos, Alejandro Marque, Fábio Silvestre, Amaro Antunes e Rui Costa.

Reclamação Online nº ROR00000000000068821

Reclamação Física nº 24988263

Este ano equipamentos como este de Ricardo Vilela já foram leiloados.

“5 dos 9 ciclistas inseridos neste 3º Leilão utilizaram os CTT como meio de transporte, António Pereira Barbio (Efapel), Nuno Bico (Movistar), Fábio Silvestre e Alejandro Marque (Sporting – Tavira), Ricardo Vilela (Manzana Postobon), tendo sido esta a ordem de envio. Para meu espanto, os equipamentos de Alejandro Marque, Fábio Silvestre e Ricardo Vilela chegaram-me primeiro às mãos que os de António Pereira Barbio e Nuno Bico. Os dias foram passando, até que no dia 21 de Dezembro de 2017 (Quinta-feira) me dirigi aos CTT de São Domingos de Benfica para averiguar a situação. Fui reencaminhado para o respectivo Centro de Distribuição Postal (CDP), onde a minha presença começou quase a ser diária. A resposta que me foi facultada até ao final do ano civil de 2017 foi sempre “Época natalícia, greve, tem que ter paciência”.

Após a entrada no novo ano civil, verifiquei junto dos dois atletas se os respectivos equipamentos tinham sido devolvidos. Recebi resposta negativa de ambas as partes. Dirigi-me de novo aos CDP à procura de melhor sorte com a entrada no novo ano. A partir daí, ouvi de tudo, desde “O correio vai ser normalizado em breve”, “É estranho”, “Teremos de verificar a situação junto do respectivo carteiro”, até que aos 12 dias de Janeiro ouvi o chefe dos CDP de São Domingos de Benfica (cujo nome nunca me foi revelado) “Espere mais uns dias- Se nada for estregue, dê o paradeiro de ambas as encomendas como desaparecido. Lamento.”. Nada me foi entregue até então.

Público ou privado, os CTT são um serviço do povo para o povo. Existe de modo a tornar mais seguro e rápido o envio de mercadorias entre elementos da sua população e além-fronteiras. Há falta de um, são dois equipamentos desaparecidos! Como é possível?

Especificando, estamos a falar de:

– Camisola Efapel do ciclista António Pereira Barbio. Assinada pelo próprio. Enviada a 4 de Dezembro de 2017 de Sobral de Monte Agraço. A respectiva camisola tem um preço PVP de 30,00€. Estima-se que a mesma, assinada, ascenda a um valor de 50,00€.

– Camisola Movistar do ciclista Nuno Bico. Assinada pelo próprio. Enviada a 12 de Dezembro de 2017 de Viseu. A respectiva camisola tem um preço PVP de 69,99€. Estima-se que a mesma, assinada, ascenda a um valor de 90,00€.

Estamos a falar de um prejuízo em termos materiais a rondar os 140,00€, fora licitações. Os envios foram efectuados através de Correio Normal. Para quem está minimamente dentro da dura realidade que é a vida de um ciclista sabe que o diferencial entre o envio em Correio Normal e o envio em Correio Registado/CTT Expresso faz bastante diferença nas suas vidas. Por isso, não é correcto pedir/exigir o envio registado ou via CTT Expresso de algo que gentilmente se propõem a dar.

Certo que estamos a falar de envios em Correio Normal e que os CTT podem não se responsabilizar por tal, o que para todos os efeitos é incoerente entre si. Tratando-se de um serviço prestado por estes, a responsabilidade é dos mesmos. É uma regra nobre e básica de bom viver em civilização.

Perante todos os factos aqui expostos, gostaria de apurar responsabilidades quanto aos desaparecimentos. Quem vai cobrir os prejuízos? Eu? Eu que quis, uma vez mais, juntar dois nobres projectos em prol de quem mais precisa? O que dizer ao IPO Porto? O que dizer aos seguidores do Ciclismo 24 por 24 que ansiosamente esperavam o leilão destes equipamentos? Há palavras para este duplo desaparecimento? Há justificação passível e possível para o mau serviço prestado pelos CTT?

Estou triste, desiludido, revoltado. Preocupado. Preocupado com aqueles que mais precisam e que os CTT me retiraram a possibilidade de eu, através do meu projecto e do leilão, lhes dar a mão.”

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here