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O famoso Eneco Tour mudou novamente de rosto e passou a denominar-se Binck Bank Tour. Para além do percurso sempre animador, Tom Dumoulin (Team SunWeb), vencedor do Giro d’Italia e também o bi-Campeão do Mundo Peter Sagan (Bora – Hansgrohe), de regresso à competição após o polémico castigo que resultou na sua exclusão do Tour de France no mês passado, marcaram as atenções à partida desta edição.

A prova manteve grande parte das suas características em relação a anos anteriores, com um início a favorecer os velocistas, um contra-relógio individual pelo meio da primeira parte da corrida e um final com etapas com alguma dificuldade disputadas nos famosos “muros” que são um atractivo característico na região da Bélgica e da Holanda.

As bonitas paisagens também marcaram presença nesta edição da prova.

Desde cedo Peter Sagan mostrou que vinha ao Binck Bank Tour com vontade de vencer de forma a recuperar dias competitivos nesta altura do ano, em jeito de preparação para os Campeonatos do Mundo se avizinham. Vencendo a primeira e a terceira etapas o Campeão Mundial mostrou serviço e acima de tudo bom andamento.

Sagan regressou aos triunfos.

Pelo meio das vitórias do eslovaco, um contra-relógio individual que serviu para alinhar a classificação geral. Com a vitória no esforço individual, Stefan Kung (BMC Racing Team) garantiu a liderança da classificação geral renegando para 2º e 3º lugar os também fortíssimos contra-relogistas Macej Bodnar (Bora – Hansgrohe) e Tom Dumoulin.

O jovem suíço voltou a demonstrar um talento-nato para o esforço individual.

Até à 4ª etapa, ganha pelo belga Edward Theuns (Trek – Segafredo) ao sprint, o ciclista suíço da BMC manteve a liderança da prova, no entanto os últimos três dias de competição trariam um novo filme à corrida com os temíveis muros da Flandres a ditarem a sua lei. Ao 5º dia, Lars Boom (Team LottoNL – Jumbo) venceu a etapa à frente de um grupo encabeçado por Sagan e Greg van Avermaet (BMC) e conseguiu juntar ao triunfo na jornada a liderança da prova.

Ao 6º dia, Tim Wellens (Lotto – Soudal) mostrou a sua vontade em fazer o tri (venceu a prova em 2015 e 2016) e levou consigo Tom Dumoulin. O duo chegou isolado à meta e o belga garantiu o triunfo na etapa, com Dumoulin a assumir a liderança da classificação geral. Liderança essa que o holandês viria a confirmar na última etapa da competição. Nem a temível passagem no mítico Kapelmuur, nem o explosivo final na cidade de Geraardsbergen retiraram a liderança a Dumoulin que, terminando o dia na 3º posição, num dia onde Jasper Stuyven (Trek – Segafredo) levantou os braços.

A Trek seolou o triunfo colectivo com uma vitória individual.

O pódio final foi pintado com as cores dos países por onde passa o percurso desta competição, com Tom Dumoulin no lugar mais alto do pódio e o duo belga Tim Wellens e Jasper Stuyven (Trek – Segafredo) a serem, respectivamente  2º e 3º classificados. Peter Sagan foi o outro grande protagonista, com 2 vitórias e a levar para casa a Camisola por Pontos. A Trek venceu colectivamente.

Top-10 final.

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