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A 5ª edição do Granfondo da Arrábida vai para a estrada no próximo dia 17 de Março, coincidindo novamente com a Clássica da Arrábida, reservada aos profissionais. Em jogo estarão dois percursos:

  • Granfondo, que contém 6 subidas categorizadas, numa extensão de 129 quilómetros e um acumulado positivo de 1 700 metros:
  • Mediofondo, que contém 6 subidas categorizadas, numa distância total de 89 quilómetros e 1 175 metros de acumulado.

Em ambas as provas as belas paisagens da península de Setúbal, o bom ambiente e o desafio estarão presentes. Se não conheces Setúbal, é uma oportunidade única de o fazeres. Não deixes de visitar a Igreja de Santa Maria do Castelo, a Igreja de Santigo e o Castelo de Palmela.

Se ainda não te inscreveste, é altura de o fazeres. Se tudo o que já foi dito não é motivo suficiente, convidamos-te a leres as reportagens feitas sobre as passadas edições da prova, quer de 2018, quer de 2017.

Inscrito? Perfeito! Assim, poderás usufruir em pleno das dicas que te vamos deixar adiante.

Como obter o resultado ambicionado na prova?

Aqui vamos-te deixar dicas para não falhares nos pontos cruciais da prova. Para isso, contamos com a ajuda de Nuno Manso, participante da prova em anos anteriores (inclusive 2º classificado em 2017 e 2018) e um conhecedor nato dos locais onde a prova se desenrolará.

Avisos iniciais: estamos perante o percurso mais difícil de todas as edições da prova. No entanto, as condições climatéricas (especialmente o vento) continuam a ser um factor a ter muito em conta.

Após o início no Castelo de Sesimbra (a prova começará e terminará no mesmo local), os ciclistas irão em direcção à famosa rotunda da Nato com passagem pela magnífica estrada da Lagoa de Albufeira, de onde se começará a apontar a direcção rumo à imponente Serra da Arrábida, sem antes não deixarem de subir ao famoso Muro das Necessidades, com uma ascensão inédita no Grandfondo da Arrábida.

Muro das Necessidades

Para ambos os percursos, já terão decorrido cerca de 50 quilómetros, em terreno irregular, onde se destaca a subida de Coina que fará uma primeira selecção. Quanto ao Muro das Necessidades, trata-se somente de meio quilómetro… a uma pendente média de 10%! Seja qual for o objectivo, o importante nesta subida é manteres-te junto dos melhores, com o menor gasto de energia possível.

Vale da Rasca

A descida no final das Necessidades é somente um momento breve para respirar. Segue-se nova dificuldade, com a extensão de mil metros com 5,5% de pendente média. Segundo Nuno Manso, este poderá ser o ponto crítico da corrida. Quem tiver a ambição de ganhar, tem aqui uma boa oportunidade para atacar. Será uma subida que fará cortes no pelotão.

Serra da Arrábida

A dificuldade do dia, não fosse esta serra dar nome à prova. Os montes verdejantes que se estendem ao longo da costa entre Setúbal e Sesimbra fazem parte do Parque Natural da Arrábida. Apesar de compacta, esta serra abriga uma surpreendente variedade de vida selvagem, incluindo águias raras, falcões, gatos-bravos, raposas e texugos.

8 quilómetros e meio a uma pendente média de 4%. Muitos dos participante chegarão ao topo “vazios”. Esta elevada extensão reduzirá o pelotão a 20 ciclistas, no máximo, dependendo sempre do ritmo imposto. Se pretendes um bom lugar, resguarda-te e mantém a cabeça do pelotão dentro de mira. Se pretendes apenas terminar, coloca o teu ritmo para chegares ao topo com energia para o que resta da prova. Se houver forças no final da dificuldade, aprecia a vista… dizem que é magnífica!

Muro de Assenta

Estaremos no último terço da corrida, já com mais de mil metros de acumulado. Na estrada restarão apenas os ciclistas corajosos que optaram pela extensão maior da prova. O Muro da Assenta aparece no percurso após duas subidas não-categorizadas. Reza a lenda que esta ascensão fica para sempre registada na memória. 1,8 quilómetros a uma pendente média de 10% e no final restarão apenas 8 a 10 ciclistas entre os favoritos. Estes serão certamente os que discutirão a prova. Num muro que tem rampas superiores a 20%, se quiseres apenas um bom lugar, faz a subida a ritmo.

Aldeia do Meco

Sabia bem um mergulho na praia do Meco, não é verdade? Refrescar o corpo que já evidencia o desgaste de mais de 120 quilómetros através do suor e do cansaço que os rostos reflectem. Aqui está a última oportunidade para venceres a prova, especialmente se a ponta final não for o teu forte. 3 quilómetros, com 4,5% de pendente média.

Castelo de Sesimbra

O Castelo de Sesimbra é rico em história eternizada na língua de Camões. Foi tomado pelos Mouros em 1190, reconquistado pelos Portugueses no século XIII e doado à Ordem de Santiago. Dia 17 de Março podes ser tu a entrares na história com esta vista panorâmica maravilhosa sob o Atlântico. Aliciante, não é?

Percurso médio da prova.
Percurso longo da prova.

Linha de meta nesta análise detalhada ao percurso. Encontra as restantes informações no Facebook ou no site oficial da prova.

Vemo-nos dia 17! Até lá, bons treinos!

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Aprendeu a ver, comentar e redigir ciclismo junto do seu amigo Paulo Martins. Sempre à procura de mais e melhor, Diogo Santos é o director do Ciclismo 24 por 24 desde Fevereiro de 2015. Para ele, não existem inimigos nem rivais na modalidade, pois o ciclismo permite diversas perspectivas e oferta. Diogo Santos é uma das vozes mais activas contra o "Acordo" Ortográfico.

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